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Luís Medeiros, Guilherme Correia, Rafa Traquino, José Crespo e Miguel Teixeira são os élan. Juntaram-se no ano passado para fazer rock em português e lançaram no início deste mês o seu primeiro single. Intitula-se “Trovão” e foi gravado no Anexo, o “estúdio” de ensaios da banda, que fica em Queluz.

Em francês, élan é um impulso, um sentimento de energia e entusiasmo. Em português, élan é isso e o nome de uma nova banda lisboeta de rock. Formados em 2012, os élan são o Luís Medeiros (voz e guitarra), o Guilherme Correia (guitarra), o Rafa Traquino (bateria), o José Crespo (teclas) e o Miguel Teixeira (baixo).

Ainda sem nenhum disco editado, ensaiam semanalmente numa pequena sala, o Anexo, em Queluz. “Praticamos róque em português. Sem merdas”, dizem eles. “Trovão” é o nome do primeiro single, disponível desde 1 de Abril gratuita e legalmente na internet.

Recentemente, os élan estiveram no Produto Nacional, um programa da Rádio Secundária Camões, apresentado por Miguel Villa Brito. Em formato acústico, tocaram o single “Trovão” e um outro tema, intitulado “Má Viagem”, e ainda um cover do “Riot Van” dos Arctic Monkeys (Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, 2006).

Enquanto não o EP não chega, os élan prometem algumas actuações ao vivo (a próxima será na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, dia 9 de Maio) e o videoclipe do “Trovão”.

Artigo publicado também em http://wtmo.fm/2013/04/elan.

O fim do NAIF

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O NAIF acabou Depois de um ano e picos, de trinta emissões e de muitos erros, algum suor, poucas lágrimas e nenhum sangue, decidimos que chegou o momento de dizer adeus. Foi, para nós, uma experiência interessante e uma fase da nossa vida que deixará saudade, mas a vida é mesmo assim e cada um de nós seguirá agora o seu rumo. Deixamos um agradecimento a todos os que nos apoiaram e acreditaram em nós; decerto que nunca vos esqueceremos. Abraços do Tiago, do Mário e do João.”

O comunicado em cima pode ter sido feito meio a brincar, mas o assunto é sério. Foi dia 31 de Dezembro de 2011 que o João Ribeiro e o Tiago Silva se aventuraram à frente dos microfones com um programa que terminou hoje, ao fim de 31 emissões, e ao qual me juntei em princípios de Janeiro. Divulgámos boa música, aquela do âmbito mais alternativo, transmitimos boa disposição e entrevistámos bons artistas. Pelo “NAIF” passaram Alex D’ Alva Teixeira, Vítor Hugo Azevedo, HMB, We Trust, X-Wife, Capitão Fausto, Frankie Chavez, Samuel Úria e Tio Rex. Contámos ainda com Pedro Fernandes, Tiago Martins, João Máximo, entre outros muitos outros. A todos eles um muito obrigado.

Para o último “NAIF”, convidámos o nosso amigo João Máximo. Muita parvoíce com boa música à mistura pôde ser ouvida esta segunda, 3 de Dezembro, a partir das 23 horas na ESCS FM. Despedimos-nos com Two Door Cinema Club (“Sun”), X-Wife (“Across the Water”), Alex D’Alva Teixeira (“3 Tempos”), Alt-J (“Breezeblocks”), Minta & The Brook Trout (“Falcon”), The Kooks (“Naive”) e muito mais.

Obrigado a todos. Isto não acaba aqui.

Samuel Úria vem ao NAIF

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Não há melómano em Portugal que não tenha ouvido falar em Samuel Úria. Pelo menos, no que toca a melómanos cujo interesse reside na música que se faz desde há pelo menos dez anos para cá. Segunda-feira, dia 26 de Novembro, o “NAIF” estenderá o tapete vermelho para receber um dos maiores músicos portugueses, Samuel Úria. Será às 23 horas, em www.escsfm.com.

Samuel Úria é o nome artístico de Samuel Úria. A lenda em torno de si conta que nasceu e cresceu entre uma pequena cidade da Beira Alta e um par de canais públicos de televisão. Talvez devido a essa sobre-exposição televisiva lhe tenham ficado, por estigma, duas distintas marcas julio-isidricas: um considerável nariz e a fanfarronice por ter lançado a carreira musical de um jovem; nome artístico Samuel Úria.

Nómada – praticante, mas não afecto – Úria viveu nos últimos anos por Coimbra, Leiria, Figueira da Foz ou Évora, cidades que de bom grado lhe acolheram a inspiração. É, contudo, a eterna Tondela natal que lhe está presente na voz e nas canções: o humor castiço, a loquaz despreocupação, os blues campesinos, o grande espaço dos pequenos sítios.

Na FlorCaveira desde a sua alvorada, o trajecto musical de Úria passa pelos discos e concertos em nome próprio, pelo punk-rock vintage das “Velhas Glórias” e pelas filarmonias de “Os Ninivitas”, dois projectos que integrou antes de apostar numa carreira a solo. Honrando a herança dos três grandes – Fausto, José Mário Branco e Sérgio Godinho – o seu caminho pelos refrões do nosso idioma tem sido feito ao sabor do que o século XXI nos oferece e merece ser louvado.

Estreou-se a solo em 2008 com o EP “Em Bruto”, um disco composto por cinco canções marginais e desalinhadas: “Segreguei-te ao Ouvido”, a primeira faixa feita de propósito para o próximo álbum; “Teimoso”, tema gravado para o programa de Henrique Amaro, da Antena 3; “Ossos do Ofício”, uma gravação muito caseirinha com sintetizadores manhosos, evocações variaçónicas, uma guitarra de 3 contos e um sample roubado aos HotChip; “Barbarella e Barba Rala”, a mais aclamada das cantigas de Samuel Úria; “Tigre Dentes de Sabre”, tema escrito em 2001 para Tiago Guillul, fundador da FlorCaveira.

O EP preparou caminho para o primeiro longa-duração que veio a sair no ano seguinte (2009), intitulado “Nem Lhe Tocava”. O novo e aguardado álbum de Samuel Úria contou com a participação especial de Celina da Piedade, de Jorge Cruz, de Luís dos Golpes e de B Fachada. São 12, as canções. Ainda nesse ano, precisamente a 10 de Junho, Úria escreveu e gravou, num só dia, um disco inteiro em sua casa. A composição e o registo das músicas foi filmada e transmitida em directo pela internet, enquanto os espectadores forneciam sugestões via e-mail. O resultado foi o disco “A Descondecoração de Samuel Úria”, lançado um ano depois, em 2010.

O regresso aos discos acontecerá no início de 2013 com “Grande Medo do Pequeno Mundo”, do qual já foi revelado o primeiro single. Chama-se “Forasteiro”; Samuel Úria (voz, guitarra), autor da música e da letra, contou aqui com as participações de Miguel Sousa (teclas e coros), Filipe Sousa (baixo e coros), Tiago Ramos (bateria e coros), Jónatas Pires (guitarra solo), João Só (coros) e David Pires (shaker).

Dia 7 de Dezembro, no Teatro Tivoli BBVA, Samuel Úria apresentará devendará alguns dos novos cenários musicais em que tem trabalhado e que serão editados no arranque de 2013. Naquele que será o concerto de apresentação de “Grande Medo do Pequeno Mundo”, o co-fundador da FlorCaveira promete não só mostrar os novos temas, mas fá-lo-á ao lado de alguns dos mais importantes nomes musicais da nossa praça: Márcia, Miguel Araújo e um inédito Grupo Coral.

E por falar em Márcia, a sua voz juntou-se à voz e à guitarr de Samuel Úria e o resultado foi a cançam “Eu Seguro”, apresentada pela primeira vez dia 25 de Outubro no Mercado da Ribeira, em Lisboa. Escreveu o Úria no seu Facebook a 17 de Outubro: “Já se contam alguns anos de amizade e partilhas de palco. Tantos, que custa a crer que esta seja a primeira colaboração gravada. Não quis escrever um dueto, mas uma canção que não pudesse viver sozinha, uma música a precisar de ser complementada. A parceira era óbvia (tanto que até custa a crer que esta seja a primeira colaboração gravada). Para quem não tinha ainda percebido o que vai acontecer no próximo single, largo a menos subtil das pistas.”

HMB no NAIF 5/11/2012

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No último “NAIF” recebemos o guitarrista e o “freelancer” dos HMB, que é, como quem diz, o Frederico Martinho e o Enoque da Faria Silva. Falaram-nos do percurso da banda, da sua relação com ela, do álbum de estreia editado em Março deste ano e de muitos mais temas.

A entrevista, como sempre conduzida pelo Tiago Silva e pelo João Ribeiro, pode ser ouvida, re-ouvida e guardada. Segue o podcast em baixo.

O guitarrista dos HMB vem ao NAIF

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Nesta segunda-feira, 5 de Novembro, o “NAIF” recebe o Frederico Martinho, guitarrista dos HMB, e ainda o Enoque de Faria Silva, aluno da Escola Superior de Comunicação Social e um elemento bem próximo da banda. Às 23 horas, na ESCS FM.

Formaram-se em 2007, dizem eles, para “participar em concursos de bandas e ganhá-los”. A 12 de Março deste ano, editaram o seu álbum homónimo. Falo dos HMB, a banda do Héber Marques (voz), do Joel Silva (bateria), do Daniel Lima (teclados), do Frederico Martinho (guitarra) e do Joel Xavier (baixo).

Héber Marques – músico, compositor incontornável da música Gospel em Portugal, com dois discos gravados (“Motivações”, em 2006, e “Mais Perto”, em 2008; no total, foram vendidos mais de 6000 discos em livrarias cristãs e lojas especializadas) – encontra nesta formação musical (os HMB) o equilíbrio perfeito para desenvolver o gosto pela Soul e R&B que ganhou pela afinidade com as suas origens Gospel. A sintonia com os outros elementos é perfeita e as letras que já havia escrito em inglês, e que esperavam na gaveta, precisavam de ganhar o seu ritmo.

Desde a sua formação, muitos foram os prémios que os HMB ganharam, com destaque para o concurso de Música Moderna de Palmela, em 2009, Concurso Bandas de Garagem de Rio de Mouro, 2009, e o Festival Musidanças, no ano de 2010. A primeira música que fizeram em português foi precisamente para um festival: tinham 4 músicas e para passarem à fase final do concurso tinham que ter pelo menos mais uma. Numa noite fizeram a música, ensaiaram-na e no dia seguinte ganharam o festival. Paralelamente, os HMB, passaram por bares, casinos e passaram também a escrever em português. Os grandes nomes dos anos 1960 e 1970, como Al Green e Bill Withers e os mais recentes D’Angelo e ErykahBadu são algumas das referências que inspiram a sonoridade da banda.

“Sentimos que havia matéria prima e começamos a direccionar a energia e o esforço”. Os HMB continuam unidos a este projecto, apresentando-o com o devido tempo, sem pressas e a viver cada etapa de uma forma única, partilhando-a com quem queira receber a música dos HMB.

O disco de estreia – “HMB” – é lançado no dia 12 de Março, com o apoio da Rádio Comercial.
Ritmo, emoção e boas canções cantadas em português, é o que pretendem trazer à música e aos ouvintes. É um disco que expressa com a alma os valores do amor e a complexidade dos relacionamentos, que nos desperta para as causas sociais e da (con)vivência em sociedade.

“Dia D” é o single de apresentação dos HMB, reafirmando a qualidade das músicas dos HMB, das letras/mensagens de jovens que não se resignam a construir em consciência, a participar e partilhar de forma enérgica e positiva os desígnios do Soul e do R&B na actualidade. Os outros temas do disco são “Pela Manhã”, “CDQP”, “Essa Saudade De Ti”, “Forças Opostas”,”7 Vidas”, “Dia Memorável”, “Não Me Deixes Partir”, “1 Motivo”, “Stereoh” e “Sabe Bem”.

“NAIF” Criança

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Muito obrigado. A sério: obrigado. Foi um dos melhores programas ”NAIF” de sempre e passou esta noite em www.escsfm.com. Juntamente com os Silence 4, os Excesso, os Tribalistas, os Pink Floyd, a Avril Lavigne e muitos outros, viajámos até à nossa infância, recordando algumas das músicas que marcaram uma geração. (E é claro que Os Patinhos —  aquelas coisas amarelas que, todos os dias à noite, através da RTP, entravam pelas nossas casas a dentro a desejarem as “boas noites” — não ficaram de fora!)

Obrigado a todo o feedback que tivémos através das redes sociais e a todos os ouvintes que nos ouviram. Até para a semana. Com um pequeno/grande convidado.

Alinhamento do NAIF 8/10/2012:

  • “Ao Limite Eu Vou” (Non Stop);
  • “Borrow” (Silence 4);
  • “Velha Infância” (Tribalistas);
  • “Snow” (Red Hot Chillippers);
  • “Complicated” (Avril Lavigne);
  • “O Prometido É Devido” (Rui Veloso);
  • “Eu Sou Aquele” (Excesso);
  • “Wish You Are Here” (Pink Floyd)
  • “Mamma Mia” (ABBA)
  • Os Patinhos

Uma cidade de portas abertas

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Entre edifícios públicos e privados da cidade de Lisboa, são mais de 50 aqueles que abrem as suas postas neste fim-de-semana. Trata-se da iniciativa Open House, que chega pela primeira vez à capital portuguesa pelas mãos da Trienal de Arquitectura de Lisboa. Lisboa torna-se, assim, na décima terceira cidade do Mundo a integrar a rede Open House, juntando-se a um conjunto de centros urbanos com uma arquitetura marcante, tais como Londres, Dublin, Milão, Tel Aviv, Melbourne, Helsínquia, Jerusalém, Barcelona, Roma, Nova Iorque e Chicago.

Ao todo são 54 espaços de valor arquitectónico ou cultural inquestionável que podem ser entre hoje e amanhã visitados sem marcação prévia e de forma gratuita. Esta primeira selecção compreende uma diversificada lista de património edificado com diferentes tipologias que vai desde casas particulares a infra-estruturas ou monumentos nacionais.

O Lisboa Open House (6 e 7 de Outubro de 2012) é, sem dúvida, uma boa oportunidade para conhecer alguns dos espaços mais emblemáticos da cidade das sete colinas.

Entre os espaços de portas abertas estão o Palácio Sinel de Cordes, o Supremo Tribunal de Justiça, a Casa da Moeda, o Cinema São Jorge, o antigo Hotel Vitória, a nova sede da RTP, a Fundação Champalimaud, a Escola Secundária José Gomes Ferreira (em Benfica), o Aqueduto das Águas Livres ou um apartamento em Telheiras, por exemplo.

Eis a lista completa.

  • Antigo Hotel Vitória
  • Aqueduto das Águas Livres
  • Apartamento em Telheiras
  • Atelier Francisco Aires Mateus
  • Auto Palace
  • Bairro da Mouraria
  • Bairro de Alvalade
  • Banhos de S. Paulo (Sede Nacional da Ordem dos Arquitectos)
  • Casa da Moeda
  • Casa Gustavo Matos Sequeira
  • Casa Sofia e Manuel Aires Mateus
  • Centro de Comando Operacional
  • REFER
  • Centro de Educação e Desenvolvimento Jacob Rodrigues Pereira
  • Central Tejo – Museu da Electricidade
  • Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública e Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna
  • Complexo Amoreiras
  • Edifício Liberty Seguros
  • Escola EB1 do Bairro S. Miguel
  • Escola Secundária D. Dinis
  • Escola Secundária José Gomes Ferreira
  • Estação de Metro Baixa-Chiado
  • Fundação Centro Cultural de Belém
  • Fundação Champalimaud
  • Hotel Ritz
  • Igreja de Fátima
  • Igreja do Sagrado Coração de Jesus
  • Jardim Botânico da Faculdade de Ciências
  • Reservatório da Mãe d Água das Amoreiras
  • Mosteiro dos Jerónimos
  • Museu Bordalo Pinheiro
  • Observatório Astronómico de Lisboa
  • Paço da Rainha
  • Palácio do Loreto (Chiado 8)
  • Palácio Nacional da Ajuda
  • Palácio Menino de Ouro (British Council)